

NOTÍCIAS DA FAMÍLIA BALDIN
INFORMATIVO DA FAMÍLIA BALDIN – Nº 8
EDITORIAL
Caros
familiares, vocês estão recebendo nosso informativo nº 8.
Gostaria de
poder contar com a colaboração de todos, para que os laços conquistados não
sejam rompidos.
Preservar a memória
é deixar um legado para as gerações futuras, para que elas possam levar
adiante os valores a nós deixados por nossos ancestrais.
A família é a
base de tudo nesta vida, e ela não se resume somente em pais e avós, temos
um antepassado lá atrás que nunca pode ser esquecido. Precisamos saber de
onde viemos; de onde é nossa origem, tomar conhecimento da história de nossa
família.
Neste ano de
2008 comemoramos os 120 anos da chegada da grande maioria dos BALDIN ao
Brasil.
Comemoramos
também 325 anos do nascimento de ANTONIO BALDIN, filho de SANTE BALDIN
(1644), filho de DOMENICO BALDIN (1610), então também comemoramos os 364
anos de nascimento de Sante Baldin e os 398 anos de nascimento de Domenico
Baldin, nossa raiz mais profunda, até agora.
Como são
gratificantes estas descobertas.
Gostaria de
contar sempre com a importante ajuda de vocês na preservação desta nossa
história.
ASSOCIAÇÃO DA FAMÍLIA
A associação
da Família Baldin já está concretizada, graças à colaboração de muitos
de vocês.
Se a sua família
ainda não colaborou, e desejar fazer parte desta associação, basta fazer um
depósito de R$ 20,00 anuais, no Banco Itaú, ag. 7012 c/c 00291-6, em nome de
Cyro Roberto Baldin, para o pagamento de 2009, e informar por e-mail ou
telefone.
Esta associação
foi criada com o intuito de se formar um fundo para os encontros da família
Baldin. Ela é sem fins lucrativos e é voltada somente aos eventos da família.
Tudo o que conseguirmos arrecadar sempre será
revertido para nossos eventos. Obrigada antecipadamente.
REUNIÃO
A nossa reunião
realizada no dia 29.06.2008, foi como sempre um sucesso.
Pudermos contar
com a presença de 200 pessoas.
A SUA PRESENÇA
FOI MUITO IMPORTANTE PARA O SUCESSO DESTE NOSSO 6º ENCONTRO, MUITO OBRIGADO!.
É sempre muito
bom nos reunirmos, revermos parentes e nos divertirmos em família.
Se você e sua
família não puderam participar este ano, faça uma forçinha e venha
participar no próximo ano, ficará marcado para sempre na memória de vocês.
NOTÍCIAS DA FAMÍLIA
Ainda, possuo
alguns exemplares do livro sobre os Baldin e a história da imigração veneta
“RITORNO AL PASSATO”.
As orações
que em família fizemos para a Sonia Stradiotti, esposa do Luis Carlos, por
Deus foi ouvida, o seu problema de saúde, após uma cirurgia foi curado. Deus
lhe deu muita garra.
Anna Stradiotti
(igual a bisa Maria Baldin) retornou da Itália feliz da vida, por ter tido a
oportunidade de conhecer o país de seus antepassados.
Olair, marido
da Marlene Baldin, continua fazendo hemodiálise. Ele é uma pessoa de ótimo
astral, bem como a família e tudo acabará bem. Deus está com você.
O Guido Baldin,
também passou por cirurgia para colocar um marca passo, está bem e se Deus
quiser estará conosco no próximo encontro.
Nossas orações
também para o José Luison e seus familiares, poderem superar este momento
difícil pelo qual estão passando, devido à saúde de sua esposa.
Pedro Manzan,
também precisando de orações, pois passou por uma cirurgia na bexiga.
Precisa se recuperar logo para retornar a Alvorada, em Tocantins.
Nossas orações
também para a D.Marina Luison, está com muitos problemas de saúde.
A Mercedes também
vai passar por uma cirurgia nos próximos dias, nossas orações por ela, tudo
dará certo. Ela tem um ótimo astral e tudo sairá bem com a graça de Deus.
O casal PEDRO
LUISON E MATILDE, comemoraram 50 anos de feliz união, e também os 80 anos de
vida do Sr. Pedro, com a realização de uma missa muito linda, contando com a
participação dos familiares. Que Deus continue abençoando esta linda família.
Mauro e
Mariluce, também felizes da vida com a chegada de mais um netinho. Sua filha
Patrícia é quem dará esta alegria a eles e será um menino.
Também a
querida Nélida Baldin, filha do Aleixo vai ser vovó, o Davi vai ser papai,
mais uma avó coruja vindo por aí
e mais uma alegria para Aleixo e Olga com a chegada de mais um bisneto.
Mais Baldin
foram localizados, no Rio Grande do Sul. Em Iraí mantive contato com o Verli
Baldin, do tronco do João Baldin, filho de Girolamo Luigi Baldin e Edvige
Alban, irmão do Agostino Baldin, da linhagem da Sônia Baldin,também fazendo
parte desta família a Carla Baldin e a Sandra Baldin. Recebi de presente um
bonito livro escrito pelo Sr. Luiz Baldin, filho do João, contando como eles
chegaram ao Rio Grande do Sul e a arvore familiar. Mais um livro escrito
contando a história da família. Isso mostra a importância que os Baldin dão
aos antepassados.
Retornando da
querida Itália, Antonio Bandeira Neto, de Catanduva e Verli Baldin de Iraí,
encantados com o velho mundo, principalmente por ser a Pátria primeira de
nossos bisas.
A Álida Baldin,
esposa de nosso primo Agostinho de Curitiba, partiu para a casa do Pai, que
ela descanse em paz, juntamente com Marcela, esposa do Remigio que mora na Itália
Continuemos com
nossas orações para a Lucia Baldin, para que ela volta a ser alegre e feliz
depois da partida de sua mãe.
Neste mês de
agosto p.p partiram também para a casa do Pai, Esperança Baldin e Ângelo
Manzan.
Esperança,
minha sogra, e esposa do Cyro Baldin, deixou muita saudades!
O Ângelo
Manzan, pessoa muito querida também, que em 10.07 tinha completado 93 anos.
Que eles
descansem em paz em sua nova morada ao lado do Pai, e agradecemos a Deus a
presença deles por muitos anos em nosso meio familiar e também em nossa última
reunião.
Aguardo notícias
para serem divulgadas no próximo informativo.
VIAGEM À ITÁLIA
Vamos conhecer
a ITÁLIA de nossos antepassados. Estamos programando para maio do próximo
ano. Se você ou alguém da sua
família desejar fazer esta viagem entre em contato comigo, serão somente 15
dias. No próximo mês estarei enviando o roteiro e o preço
INFORMANDO
Sempre procuro colocar estes dados, para que as pessoas da família se
interem da evolução da nossa página, pois sempre é atualizada.
Desde que a
nova página foi criada, em dezembro de 2004, foi muito visitada. Recebo
sempre muitos e-mails, de todos os lugares do Brasil e do mundo. Muitos “
BALDIN “, que gostariam de descobrir suas origens saber se somos parentes. E
sempre acabamos descobrindo que
somos parentes.
Através dela
mantenho contato com muitos Baldin na Itália, Austrália, Canadá e Argentina.
Por favor, se
vocês puderem me enviem e-mail informando o endereço eletrônico (se
tiverem), pois muito me ajuda para o envio de correspondência.
Peço a ajuda
de toda a família para encontrar mais Baldin, divulgando nossa página:
br.geocities.com/fam_baldin. (o endereço mudou), façam uma visita, lá
encontrarão nossas histórias, árvores genealógicas, fotos, e agora sendo
uma pagina de ajuda, pois está sendo reformulada e conterá listagem de
chegada de navios, listagem de imigrantes e muito mais
Visitem também
a outra pagina da família: www.familiabaldim.com.br
, está ótima também, criada pelo primo Sebastião Baldin e Francisco
Bellato
Estou
preparando a 2ª parte do livro “Ritorno al Passato”, falando sobre as famílias
que se uniram aos Baldin, e “causos” dos Baldin, peço a ajuda de todos na
elaboração desta 2ª parte.
Muito obrigado
a todos.
FIQUEM COM
DEUS, E ATÉ O PRÓXIMO INFORMATIVO.
ROMILDA BALDIN/
32558919/97958027/32511327 – e-mail cyro@supernet.com.br
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O sobrenome BALDIN
... O sobrenome Baldin se origina do nome próprio Baldo, em seu plural Baldi, que vem do germânico Balth-Baltha, que significa corajoso, audaz, intrépido, termo muito usado na formação de nomes próprios como Theubalth, Hubalth, etc. que se latinizaram para Theobaldus, Hubaldus. Na fala popular e coloquial esses nomes se reduziram a Baldus e o sobrenome surge com a expressão fq*. Baldi ( filho do falecido Baldus).
(* Fq. – filius quondon, em latim : filho do falecido senhor).
Assim, Baldin vem de Baldus, que se transformou em Baldo com a forma diminutiva” ïno”,
resultando Baldino, e na região vêneta muda para “in”, formando Baldin. Seu significado é: filho mais novo do senhor Baldi. E, sendo uma variante de Baldo, possui alteração e derivação do tipo : Baldi, Baldo, Baldini, Baldino, Baldolino etc....
(Extraído do livro Ritorno al passato – A saga de uma família vêneta, de Romilda
Cazissi Baldin, editado em outubro de 2006, pela Editora Komedi).
O brasão da família
... O histórico que compõe o brasão da família Baldin mostra que esse sobrenome se difundiu por toda a Itália e que vem originalmente de Piemonte. As primeiras notícias sobre o sobrenome remontam a Stefano Baldi. Em 1564. Mas, através do estudo da heráldica, tomamos conhecimento de que, em 1371, um membro da família Baldin, que residia em Florença obtêm o feudo de Friena e Bordignano e o título de Conde da República de Firenze. Belizário, um descendente dessa casa, foi bispo de Latina em 1555 e um Francesco obtém o título de marquês por volta da metade do século XVII. Um membro dessa família, Jorge Baldin, mudou-se para a Secília, no tempo do rei Frederico II, estabelecendo-se em Palermo. Ilustres personagens que portavam esse sobrenome foram também o médico e escritor Baccio Baldin, que morreu em 1585, o escrivão Domenico Baldin, mencionado em 1665, e Pietro Baldin, o advogado e deputado documentado em 1884. Nos arquivos de Sinalunga, Província de Siena, está registrado o nascimento de Giovanni Batista, em 5/4/1661, filho Fabiano Baldin e Lisabetta Farnerani.
Mas a família Baldin era uma família de camponeses, que não possuía muitos bens e, portanto, não poderia ter um brasão. O brasão que acompanha o sobrenome Baldin foi comprado por alguém com esse sobrenome que morava na região de Piemonte. Assim, apesar de não termos um brasão, restrito às famílias nobres -, incorporamos este à família Baldin.
Nossos antepassados podem não ter recebido títulos, mas, para nós da família, eles eram e serão sempre nobres.
(Extraído do livro Ritorno al passato – A saga de uma família vêneta, de Romilda Cazissi Baldin, editado em outubro de 2006, pela Editora Komedi).
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Avô Luiz Baldim,
Teus olhos cansados, já não conseguem distinguir com nitidez
a imagem das coisas. E tu te perdes pelas ruas de tua própria cidade.
As mesmas ruas que tu vistes nascer, agora te confundem, te fazem tropeçar.
São verdadeiros obstáculos, como se quisessem cobrar os erros
que, porventura, cometestes sobre elas.
Aos poucos, a vida se evapora de ti e te faz sentir cada vez mais fraco. A
seiva da juventude, que antes te corria vigorosamente pelas veias, agora vai
secando pouco a pouco, como a um osso que foi deixado exposto ao sol ardente.
Mas tu és teimoso. Teimoso e forte, como os bois com os quais tu lidavas
até bem pouco tempo atrás.
Tu és forte a ponto de desenvolver um quase sexto sentido que te ajuda
a viver talvez teus últimos anos. Sim, porque os teus sentidos naturais
estão falhos, a ponto de te deixarem passar despercebidos teus próprios
filhos e netos.
Que drama o teu, heim meu velho!? Quer ajudar, já não pode;
quer falar, já não te ouvem. Chorar? Não. Acho que tuas
lágrimas já se perderam, misturadas ao suor que derramastes
durante toda vida.
Apesar de tudo, acho que deves te sentir recompensado. Basta olhar ao teu
redor. Que maravilha! Quantos frutos brotaram de teu suor, de tuas rugas,
de teu cansaço. Quantas lágrimas eles te custaram!?
E agora eles estão aí, ou melhor, nós estamos aqui, e
nos orgulhamos por levar nas veias, o mesmo sangue que tu.
Tuas raízes já se foram. Não há ninguém
acima de ti, e nós é que temos o privilégio de ter a
ti como nossa única raiz sobrevivente.
Tu fizeste o teu papel, cumprisse o teu destino e , custe o que custar, um
dia haveremos de ocupar o teu lugar. Que pretensão!!!
Monsenhor Paulo, 14 de novembro de 1984.
Magno Antônio Baldim.
OBS.: Escrito antes da doença e morte de meu avô.
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Depoimentos de Dona Ernestina Bellato Baldim
Família
Meus pais são: Armindo Bellato natural de Mogliano Vêneto (Província
de Treviso) Norte da Itália e Maria Antonia Baldin Bellato natural
de San Giuseppe (Província de Treviso).
Foram meus avós paterno e materno: Ângelo Giuseppe Bellato e
Maria Chinellato Bellato e Alfonso Baldim e Anna Tronchin Baldin, respectivamente.
Minha família era muito católica. O tio Pedro Bellato foi crismado
pelo Patriarca de Veneza que se tornou o santo Papa Pio X.
Minha mãe Maria morava com sua tia Josefina, em Treviso, a fim de estudar.
A tia era vaidosa e gostava que mamãe andasse bem vestida, com brinco
de ouro, etc. Mamãe tinha um tio que era padre, todos os dias ela passava
em frente á casa paroquial e ganhava o lanche para levar à escola.
Papai e mamãe eram muito educados, viviam para os filhos. Nunca ouvi
mamãe levantar a voz para um filho. Era de uma fé inabalável.
Certa ocasião, rompendo uma veia de sua perna, transformada em uma
ferida que lhe causava muita dor, pois nem andar conseguia, e sabedora de
milagres operados por Santa Terezinha começou uma novena. Ao término
da novena ela sonhou com três rosas brancas, uma murcha e duas viçosas.
Mamãe deduziu que devia fazer outra novena. Quando estava no final
da segunda novena, José Américo, o farmacêutico disse:
- Dona Maria, amanhã começaremos queimar esta ferida.
À noite, papai acordou ouvindo mamãe dizer: Irmã estou
com muita dor. Eu não sarei.
Papai acordou mamãe achando que ela estivesse sonhando em voz alta.
Então mamãe disse:
- Armindo, eu vi aqui perto de nossa cama um freira jovem e muito bonita,
que me dizia: Você sarou, minha filha!
Mamãe mexeu com a perna e não sentiu nenhuma dor. Nervosa,
pediu ao papai que tirasse o curativo. Quando papai tirou o curativo, a ferida
estava completamente cicatrizada.
Mamãe ficou andando pela casa dizendo: Eu não sou digna de alcançar
tão grande milagre!
Levantei-me cedinho, fui à casa do José Américo e pedi
a ele que viesse ver mamãe que estava curada. Muitos amigos e conhecidos
foram visitá-la e constataram o milagre.
Passado alguns, dias apareceu um senhor vendendo o livro da vida de Santa
Terezinha.
Quando mamãe abriu o livro, reconheceu a freira que lhe apareceu em
sonha, saindo do jardim do Carmelo. Em homenagem à Santa Terezinha,
mamãe tem diversas netas que se chamam Terezinha. Recolheu donativos
e mandou vir uma imagem da santa para a igreja.
Vivência religiosa
O primeiro vigário de Ponte Alta foi padre Paulo moinhos de Vilhena.
Era muito virtuoso. Quando houve uma epidemia de tifo, na zona rural, Maria
Cândida, conhecida como “Tia Bem”, me disse: com um carro
de boi ele recolhia os doentes e os levava para a casa paroquial, fazendo
dela um hospital. Vidas foram salvas graças a ele que passava noites
dando remédios para os doentes.
Papai e mamãe eram muito amigos de Padre Paulo e de sua família.
Até hoje conservo uma mesinha em minha sala, e uma cama muito bonita
que dei ao meu filho João Bosco. Foram presentes da irmã de
Padre Paulo, em agradecimento à mamãe por ela ter cuidado de
sua mãe que estava esclerosada, pois sua família adoentada não
podia cuidar dela.
Minha catequista era dona Maria Silveira, filha do professor João Mestre.
Além de muito piedosa era a organista da igreja.
Cônego Hugo Bressane de Araújo celebrava missa em Ponte Alta,
uma vez por mês em uma capelinha, cuja padroeira era a Imaculada Conceição.
A missa era celebrada entre 10 e 11 h, eu e Amélia ficávamos
em jejum rigoroso, mas de olho no bolo saboroso da mamãe.
Quando ficamos mocinhas, ensinávamos, catecismo aos domingos.
Sob a administração de Cônego Hugo, foi construída
a bela matriz que temos hoje, em Monsenhor Paulo. Ele fundou também
a Pia União das Filhas de Maria, cuja primeira presidente foi Amélia,
minha irmã.
Curiosidade pela leitura
A correspondência era trazida de Campanha pelo estafeta Samuel Gonçalves,
em uma sacola de lona em suas costas. Minha irmã Amélia e eu
ficávamos na janela, á espera do estafeta que trazia os jornais.
Papai assinava “O Jornal” editado no Rio de Janeiro, e mamãe
“O Lar Católico”. Nós líamos o suplemento
infantil. A vontade de ler era tão grande que apostávamos: quem
visse o estafeta primeiro, tinha o direito de ler o suplemento em primeiro
lugar.
Todos os meses, cônego Hugo levava livros de autores famosos. Como filha
de Maria tive o prazer de ler livros de Dr. Alceu Amoroso Lima e de outros
bons autores.
Os pontealtenses tiveram sorte de pertencer a Campanha, pois conviveram com
campanhenses ilustres como : Dona Hermínia Vilhena que se casou com
João Totti, filho do Sr. Nelo Totti e Ângela Colla. Era uma professora
muito inteligente, que amava seus alunos e não se importava de prolongar
o horário de saída das aulas para nos contar a história
de Minas Gerais. Por sua inteligência foi transferida para o Rio de
Janeiro, o que me deixou muito emocionada, chegando mesmo a chorar na sala
de aula. Ganhei dela um livro: Eis a vossa Mãe.
Brincadeiras
Eu gostava mesmo era de pular corda com as amigas, e brincar de roda, de
mãos dadas cantando cantigas. Brincávamos também com
bonecas, casinhas e fazíamos comidinha.
Ah! Quando o palhaço com pernas de pau, aparecia na rua, sabíamos
que o circo havia chegado. Balbina, minha sobrinha, tinha tanto medo dele
que se escondia debaixo da cama.
Não perdíamos um só espetáculo. Cinema não
havia, só apareceu muito depois e mudo.
Lembro-me do ator Antonio Moreno, meu ídolo.
Rádio também só veio mais tarde; mais ruído do
que som.
Teatro
Amália, minha irmã, era casada com José Américo
Teixeira Junior que era o farmacêutico da cidade. Foi também
Inspetor Escolar e Presidente da Vila Vicentina. Culto e inteligente, gostava
muito de teatro. E nós, jovens, também gostávamos. Apresentamos
peças com conteúdo histórico, como: Santa Dorotéia,
interpretada pela Balbina, minha sobrinha.
Fabíola e Santa Isabel de Hungria interpretadas por mim, e Myriam,
uma escrava grega, interpretada pela Amélia, minha irmã. Silvia,
Ana Henriqueta Câmara (Ninita).
João Lenzi, Ernesto, meu futuro marido, Maria Totti e Hilda Bellato
foram outros que sempre participavam das peças.
A renda dessas peças era destinada à manutenção
da Vila Vicentina e para comprar brinquedos no final do ano para as crianças
da escola, chamada “Casa da Instrução”.
Além de teatro, nosso lazer era participar de bailes nas casas de tio
Adamo Caovilla, tio Sílvio Bellato e Sr. Nelo Totti.
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