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NOTÍCIAS DA FAMÍLIA BALDIN

  

INFORMATIVO DA FAMÍLIA BALDIN – Nº 11

 

EDITORIAL

Queridos  familiares, este é nosso informativo nº 11

Podemos almejar ter de tudo nesta vida, podemos até termos tudo nesta vida, mas se não tivermos laços e

vínculos familiares não teremos nada e nem seremos nada, porque não estaremos dentro do maior bem que possuímos a FAMÍLIA.

Isso aprendemos com nossos antepassados, a colocar a família acima de tudo. Nada poderá afetar uma família unida.

Vamos procurar sempre manter em nossos corações, a força e a vontade de vencer que nossos “bisas” tiveram enfrentando todo tipo de adversidade, mas nos deixando a FAMILIA como herança.

 

ASSOCIAÇÃO DA FAMÍLIA

REFORÇANDO MAIS UMA VEZ.........

A associação da Família Baldin já está concretizada, graças à colaboração de muitos de vocês. E aqui faço um agradecimento a todos que este ano já colaboraram. Foi tudo revertido para nossa reunião. Pudemos comprar alguns presentes para o sorteio e fazer o pagamento de alguns familiares que não puderam comparecer.

Se a sua família ainda não colaborou, e desejar fazer parte desta associação, basta fazer um depósito de R$ 20,00 anuais, no Banco Itaú, ag. 7012 c/c 00291-6, em nome de Cyro Roberto Baldin, para o pagamento , e informar por e-mail ou telefone.

Esta associação foi criada com o intuito de se formar um fundo para os encontros da família Baldin. Ela é sem fins lucrativos e é voltada somente aos eventos da família. Tudo o que conseguirmos arrecadar sempre será  revertido para nossos eventos. Obrigada antecipadamente.

Este tópico eu sempre procuro repetir, porque eu realmente preciso da ajuda de vocês familiares para que nossas reuniões possam continuar.

Elaborar uma reunião não é tarefa fácil. Ao término de uma reunião, já inicio os preparativos para a próxima. Desde procurar um local, cardápio, convites, prendas para sorteio, enfeitar o local....

Para tudo isso eu preciso da colaboração de vocês.

Peço desculpas por sempre falar desta associação, mas eu penso que R$ 20,00 reais por ano é até pouco por família, mas para que nossas reuniões possam continuar, este valor é MUITO IMPORTANTE,

Gostaria de agradecer a todos que já me enviaram.

 

REUNIÃO

A nossa reunião graças a Deus e a colaboração de todos como sempre foi ótima!!!

A SUA PRESENÇA E DE SUA FAMILIA FOI MUITO IMPORTANTE PARA O SUCESSO DESTE NOSSO 8º ENCONTRO!

Muito obrigado a todos que puderam comparecer e homenagear nossos antepassados.

Um agradecimento especial aos que compareceram pela primeira vez este ano, e esperamos poder contar

sempre com  mais familiares nos próximos encontros...

Um agradecimento especial à família do Luiz Carlos Luison que nos ofereceu presentes para o sorteio.

À Romilda Aparecida Baldin Camargo, que também ofereceu presentes para o sorteio.

Um agradecimento mais que especial ao Flávio Baldin que com sua alegria e amor aos antepassados, deixou compromissos importantes para ajudar na festa, e que muito a anima.

Agradecer ao casal Carlos Tscha e Irene Baldin que lá de Capanema vieram prestigiar nosso encontro. Ela é da descendência de Giuseppe Baldin, que chegaram em Urussanga Santa Catarina na véspera do natal de 1875.

Agradecer à família do Sr. Pedro Stradiotto, que encontraram coragem e alegria para participarem da reunião, apesar da partida do Sr. Pedro para casa do Pai, bem próximo da reunião.

Obrigado a todos pela força, apesar de termos passado por dissabores na véspera da reunião, foi muito gratificante poder reencontrá-los.

 

NOTÍCIAS DA FAMÍLIA

Não recebi nenhuma notícia dos familiares para colocar neste tópico........

Caríssimos familiares eu batalho muito para que as nossas reuniões possam acontecer, para elaborar este pequeno informativo, para que nossos laços não se percam, para que tenhamos alguns momentos de alegria, para que possamos rever parentes, conhecer novos, e assim nos encontrarmos em momentos alegres e que tenho certeza levaremos sempre conosco.........

e não podemos jamais nos esquecer de nossos bisas, da nossa história...

Quem não preserva o passado, não sabe viver o presente e não terá futuro........

 

INFORMANDO

Sempre procuro colocar estes dados, para que as pessoas da família se interem da evolução da nossa página, pois sempre é atualizada.

Desde que a nova página foi criada, em dezembro de 2004, foi muito visitada. Recebo sempre muitos e-mails, de todos os lugares do Brasil e do mundo. Muitos  “ BALDIN “, que gostariam de descobrir suas origens saber se somos parentes. E sempre acabamos descobrindo  que somos parentes.

Através dela mantenho contato com muitos Baldin na Itália, Austrália, Canadá ,  Argentina.

Por favor, se vocês puderem me enviem e-mail informando o endereço eletrônico (se tiverem), pois muito me ajuda para o envio de correspondência.

Peço a ajuda de toda a família para encontrar mais Baldin, divulgando nossa página: www.familiabaldin.xpg.com.br (o endereço mudou), façam uma visita, lá encontrarão nossas histórias, árvores genealógicas, fotos, e agora sendo uma pagina de ajuda, pois está sendo reformulada e conterá listagem de chegada de navios, listagem de imigrantes e muito mais

Visite também a outra pagina da família: www.familiabaldim.com.br , está ótima também, criada pelos primos Sebastião Baldin e Francisco Bellato

Estou preparando a 2ª parte do livro “Ritorno al Passato”, falando sobre as famílias que se uniram aos Baldin, a importância das mulheres na formação das famílias, a verdadeira história da imigração ao Brasil e o trabalho dos italianos em Campinas e região e Estado de São Paulo

Muito obrigado a todos e desejamos um FELIZ E SANTO NATAL, e que todas as bênçãos recebidas no Natal, continuem a abençoá-los todos os dias de 2011...

De coração obrigado a todos pela força neste ano de 2010, e que possamos continuar sempre unidos neste 2011 que já pede licença para entrar.........

 

 

FIQUEM COM DEUS, E ATÉ O PRÓXIMO INFORMATIVO.

ROMILDA BALDIN/ 32558919/97958027/32511327 – e-mail cyro@supernet.com.br

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Falecimento de Dona Alzira

Faleceu, em Monsenhor Paulo, dia 20 de fevereiro de 2009, Dona Alzira 
Caovilla Silveira, filha de Adamo Caovila e Adélia Baldim Caovilla.  
A missa de sétimo dia foi celebrada no Colégio Sion de São Paulo.
Registramos a homenagem abaixo:

                             Homenagem


Tia Alzira é uma pessoa muito especial. Irmã de minha mãe, muitas vezes
dividiu  com ela o cuidar  da família, dos  filhos. Viúva de  Tio Pedro muito
precocemente, 11 filhos por criar e, no entanto, uma mulher forte e corajosa.

Uma referência de vida.
Madrinha de minha irmã, Rachel, tornou-se a querida Dindinha para todos
nós lá de casa. Então, é com muito carinho que recebo o convite de Maria Alzira para ler esta
homenagem que a Detinha escreveu para ela.


Regina Baldin Saponara

Com grande pesar celebramos hoje 7 dias do seu falecimento.
Está sendo duro conviver com a sua ausência física. O vazio que deixou jamais será preenchido.
Porém, seus ensinamentos e seu exemplo permanecerão sempre conosco. Mulher guerreira, nunca
se deixou abater pelas dificuldades, e sabemos que não foram poucas. Tirava as pedras do
caminho com coragem e perseverança nos dando o seu testemunho de fé e dignidade. 
È exatamente pelo seu exemplo que em meio a tanta dor, seguimos em frente.
A lembrança do seu sorriso, das suas palavras, das suas broncas, das suas preocupações nos
confortam.
Com 11 filhos, olhava cada um a sua maneira, o que fazia com que todos nos sentíssemos
especiais.
Agradecemos a Deus pela sua presença atenta, firme e protetora nunca desviando o olhar dos que
amava.
Viveu na simplicidade e foi na simplicidade que transmitiu a seus filhos e netos as grandes lições da vida.
Alzira Caovila Silveira, a você o nosso carinho e homenagem pela grande mulher que foi e
continuará sendo em nossos corações.
27 de fevereiro de 2009

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O sobrenome BALDIN

 

... O sobrenome Baldin se origina do nome próprio Baldo, em seu plural Baldi, que vem do germânico Balth-Baltha, que significa corajoso, audaz, intrépido, termo muito usado na formação de nomes próprios como Theubalth, Hubalth, etc. que se latinizaram para Theobaldus, Hubaldus. Na fala popular e coloquial esses nomes se reduziram a Baldus e o sobrenome surge com a expressão fq*. Baldi ( filho do falecido Baldus).

(* Fq. – filius quondon, em latim : filho do falecido senhor).

Assim, Baldin vem de Baldus, que se transformou em Baldo com a forma diminutiva” ïno”,

resultando Baldino, e na região vêneta muda para “in”, formando Baldin. Seu significado é: filho mais novo do senhor Baldi. E, sendo uma variante de Baldo, possui alteração e derivação do tipo : Baldi, Baldo, Baldini, Baldino, Baldolino etc....

                       

(Extraído do livro Ritorno al passato – A saga de uma família vêneta, de Romilda

Cazissi Baldin, editado em outubro de 2006, pela Editora Komedi).

 

O brasão da família

 

... O histórico que compõe o brasão da família Baldin mostra que esse sobrenome se difundiu por toda a Itália e que vem originalmente de Piemonte. As primeiras notícias sobre o sobrenome remontam a Stefano Baldi. Em 1564. Mas, através do estudo da heráldica, tomamos conhecimento de que, em 1371, um membro da família Baldin, que residia em Florença obtêm o feudo de Friena e Bordignano e o título de Conde da República de Firenze. Belizário, um descendente dessa casa, foi bispo de Latina em 1555 e um Francesco obtém o título de marquês por volta da metade do século XVII. Um membro dessa família, Jorge Baldin, mudou-se para a Secília, no tempo do rei Frederico II, estabelecendo-se em Palermo. Ilustres personagens que portavam esse sobrenome foram também o médico e escritor Baccio Baldin, que morreu em 1585, o escrivão Domenico Baldin, mencionado em 1665, e Pietro Baldin, o advogado e deputado documentado em 1884. Nos arquivos de Sinalunga, Província de Siena, está registrado o nascimento de Giovanni Batista, em 5/4/1661, filho Fabiano Baldin e Lisabetta Farnerani.  

Mas a família Baldin era uma família de camponeses, que não possuía muitos bens e, portanto, não poderia ter um brasão. O brasão que acompanha o sobrenome Baldin foi comprado por alguém com esse sobrenome que morava na região de Piemonte. Assim, apesar de não termos um brasão, restrito às famílias nobres -, incorporamos este à família Baldin.

Nossos antepassados podem não ter recebido títulos, mas, para nós da família, eles eram e serão sempre nobres.

 

(Extraído do livro Ritorno al passato – A saga de uma família vêneta, de Romilda Cazissi Baldin, editado em outubro de 2006, pela Editora Komedi).

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Avô Luiz Baldim,

Teus olhos cansados, já não conseguem distinguir com nitidez a imagem das coisas. E tu te perdes pelas ruas de tua própria cidade. As mesmas ruas que tu vistes nascer, agora te confundem, te fazem tropeçar. São verdadeiros obstáculos, como se quisessem cobrar os erros que, porventura, cometestes sobre elas.
Aos poucos, a vida se evapora de ti e te faz sentir cada vez mais fraco. A seiva da juventude, que antes te corria vigorosamente pelas veias, agora vai secando pouco a pouco, como a um osso que foi deixado exposto ao sol ardente.
Mas tu és teimoso. Teimoso e forte, como os bois com os quais tu lidavas até bem pouco tempo atrás.
Tu és forte a ponto de desenvolver um quase sexto sentido que te ajuda a viver talvez teus últimos anos. Sim, porque os teus sentidos naturais estão falhos, a ponto de te deixarem passar despercebidos teus próprios filhos e netos.
Que drama o teu, heim meu velho!? Quer ajudar, já não pode; quer falar, já não te ouvem. Chorar? Não. Acho que tuas lágrimas já se perderam, misturadas ao suor que derramastes durante toda vida.
Apesar de tudo, acho que deves te sentir recompensado. Basta olhar ao teu redor. Que maravilha! Quantos frutos brotaram de teu suor, de tuas rugas, de teu cansaço. Quantas lágrimas eles te custaram!?
E agora eles estão aí, ou melhor, nós estamos aqui, e nos orgulhamos por levar nas veias, o mesmo sangue que tu.
Tuas raízes já se foram. Não há ninguém acima de ti, e nós é que temos o privilégio de ter a ti como nossa única raiz sobrevivente.
Tu fizeste o teu papel, cumprisse o teu destino e , custe o que custar, um dia haveremos de ocupar o teu lugar. Que pretensão!!!
Monsenhor Paulo, 14 de novembro de 1984.
Magno Antônio Baldim.
OBS.: Escrito antes da doença e morte de meu avô.

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Depoimentos de Dona Ernestina Bellato Baldim

Família

Meus pais são: Armindo Bellato natural de Mogliano Vêneto (Província de Treviso) Norte da Itália e Maria Antonia Baldin Bellato natural de San Giuseppe (Província de Treviso).
Foram meus avós paterno e materno: Ângelo Giuseppe Bellato e Maria Chinellato Bellato e Alfonso Baldim e Anna Tronchin Baldin, respectivamente.
Minha família era muito católica. O tio Pedro Bellato foi crismado pelo Patriarca de Veneza que se tornou o santo Papa Pio X.
Minha mãe Maria morava com sua tia Josefina, em Treviso, a fim de estudar. A tia era vaidosa e gostava que mamãe andasse bem vestida, com brinco de ouro, etc. Mamãe tinha um tio que era padre, todos os dias ela passava em frente á casa paroquial e ganhava o lanche para levar à escola.
Papai e mamãe eram muito educados, viviam para os filhos. Nunca ouvi mamãe levantar a voz para um filho. Era de uma fé inabalável. Certa ocasião, rompendo uma veia de sua perna, transformada em uma ferida que lhe causava muita dor, pois nem andar conseguia, e sabedora de milagres operados por Santa Terezinha começou uma novena. Ao término da novena ela sonhou com três rosas brancas, uma murcha e duas viçosas. Mamãe deduziu que devia fazer outra novena. Quando estava no final da segunda novena, José Américo, o farmacêutico disse:
- Dona Maria, amanhã começaremos queimar esta ferida.
À noite, papai acordou ouvindo mamãe dizer: Irmã estou com muita dor. Eu não sarei.
Papai acordou mamãe achando que ela estivesse sonhando em voz alta. Então mamãe disse:
- Armindo, eu vi aqui perto de nossa cama um freira jovem e muito bonita, que me dizia: Você sarou, minha filha!

Mamãe mexeu com a perna e não sentiu nenhuma dor. Nervosa, pediu ao papai que tirasse o curativo. Quando papai tirou o curativo, a ferida estava completamente cicatrizada.
Mamãe ficou andando pela casa dizendo: Eu não sou digna de alcançar tão grande milagre!
Levantei-me cedinho, fui à casa do José Américo e pedi a ele que viesse ver mamãe que estava curada. Muitos amigos e conhecidos foram visitá-la e constataram o milagre.
Passado alguns, dias apareceu um senhor vendendo o livro da vida de Santa Terezinha.
Quando mamãe abriu o livro, reconheceu a freira que lhe apareceu em sonha, saindo do jardim do Carmelo. Em homenagem à Santa Terezinha, mamãe tem diversas netas que se chamam Terezinha. Recolheu donativos e mandou vir uma imagem da santa para a igreja.

Vivência religiosa

O primeiro vigário de Ponte Alta foi padre Paulo moinhos de Vilhena. Era muito virtuoso. Quando houve uma epidemia de tifo, na zona rural, Maria Cândida, conhecida como “Tia Bem”, me disse: com um carro de boi ele recolhia os doentes e os levava para a casa paroquial, fazendo dela um hospital. Vidas foram salvas graças a ele que passava noites dando remédios para os doentes.
Papai e mamãe eram muito amigos de Padre Paulo e de sua família. Até hoje conservo uma mesinha em minha sala, e uma cama muito bonita que dei ao meu filho João Bosco. Foram presentes da irmã de Padre Paulo, em agradecimento à mamãe por ela ter cuidado de sua mãe que estava esclerosada, pois sua família adoentada não podia cuidar dela.
Minha catequista era dona Maria Silveira, filha do professor João Mestre. Além de muito piedosa era a organista da igreja.
Cônego Hugo Bressane de Araújo celebrava missa em Ponte Alta, uma vez por mês em uma capelinha, cuja padroeira era a Imaculada Conceição. A missa era celebrada entre 10 e 11 h, eu e Amélia ficávamos em jejum rigoroso, mas de olho no bolo saboroso da mamãe.
Quando ficamos mocinhas, ensinávamos, catecismo aos domingos.
Sob a administração de Cônego Hugo, foi construída a bela matriz que temos hoje, em Monsenhor Paulo. Ele fundou também a Pia União das Filhas de Maria, cuja primeira presidente foi Amélia, minha irmã.

Curiosidade pela leitura

A correspondência era trazida de Campanha pelo estafeta Samuel Gonçalves, em uma sacola de lona em suas costas. Minha irmã Amélia e eu ficávamos na janela, á espera do estafeta que trazia os jornais. Papai assinava “O Jornal” editado no Rio de Janeiro, e mamãe “O Lar Católico”. Nós líamos o suplemento infantil. A vontade de ler era tão grande que apostávamos: quem visse o estafeta primeiro, tinha o direito de ler o suplemento em primeiro lugar.
Todos os meses, cônego Hugo levava livros de autores famosos. Como filha de Maria tive o prazer de ler livros de Dr. Alceu Amoroso Lima e de outros bons autores.
Os pontealtenses tiveram sorte de pertencer a Campanha, pois conviveram com campanhenses ilustres como : Dona Hermínia Vilhena que se casou com João Totti, filho do Sr. Nelo Totti e Ângela Colla. Era uma professora muito inteligente, que amava seus alunos e não se importava de prolongar o horário de saída das aulas para nos contar a história de Minas Gerais. Por sua inteligência foi transferida para o Rio de Janeiro, o que me deixou muito emocionada, chegando mesmo a chorar na sala de aula. Ganhei dela um livro: Eis a vossa Mãe.

Brincadeiras

Eu gostava mesmo era de pular corda com as amigas, e brincar de roda, de mãos dadas cantando cantigas. Brincávamos também com bonecas, casinhas e fazíamos comidinha.
Ah! Quando o palhaço com pernas de pau, aparecia na rua, sabíamos que o circo havia chegado. Balbina, minha sobrinha, tinha tanto medo dele que se escondia debaixo da cama.
Não perdíamos um só espetáculo. Cinema não havia, só apareceu muito depois e mudo.
Lembro-me do ator Antonio Moreno, meu ídolo.
Rádio também só veio mais tarde; mais ruído do que som.

Teatro

Amália, minha irmã, era casada com José Américo Teixeira Junior que era o farmacêutico da cidade. Foi também Inspetor Escolar e Presidente da Vila Vicentina. Culto e inteligente, gostava muito de teatro. E nós, jovens, também gostávamos. Apresentamos peças com conteúdo histórico, como: Santa Dorotéia, interpretada pela Balbina, minha sobrinha.
Fabíola e Santa Isabel de Hungria interpretadas por mim, e Myriam, uma escrava grega, interpretada pela Amélia, minha irmã. Silvia, Ana Henriqueta Câmara (Ninita).
João Lenzi, Ernesto, meu futuro marido, Maria Totti e Hilda Bellato foram outros que sempre participavam das peças.
A renda dessas peças era destinada à manutenção da Vila Vicentina e para comprar brinquedos no final do ano para as crianças da escola, chamada “Casa da Instrução”.
Além de teatro, nosso lazer era participar de bailes nas casas de tio Adamo Caovilla, tio Sílvio Bellato e Sr. Nelo Totti.

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