

Dados
extraídos do livro Ritorno al passato, de Romilda A.Cazissi Baldin, editado
em 2006, pela Editora Komedi, Campinas. SP
Alfonso Baldin nasceu em San Floriano, província de Treviso, em 19
de abril de 1853, era filho de Giuseppe Baldin e Maria Baggio. Casou-se com
Anna Tronchin, natural de San Giuseppe, onde nasceram os filhos: Maria em
1874; Sante em 1877 e Giuseppe em 1878. Em Carmizzano nasceram: Fidele em
1882 e Carlo em 1884. Em S. Buni nasceram: Luigia em 1886 e Ângela em
1888. Em San Monigo nasceu Adele em 1892. O filho caçula, Antonio,
nasceu no Brasil.
O nome Baldin é encontrado com "n" e com "m", mas
seus portadores pertencem todos ao mesmo tronco, sendo descendentes de Alfonso
Baldin. A família de Alfonso Baldin veio para o Brasil com a intenção
de trabalhar na agricultura. Chegou em 05/02/1896, desembarcando do Vapor
Colombo no Porto do Rio de Janeiro, com o propósito de ir para o Estado
de Minas Gerais. Do Rio, foram para Juiz de Fora(MG), alojando-se na Hospedaria
Horta Barbosa.
Em 12 de fevereiro deste mesmo ano, deixaram Juiz de Fora com destino a Rio
Verde - Três Corações( MG) e de lá foram para Santo
Antonio do Machado, hoje Machado(MG). Em Machado (MG) a família Baldim
ficou poucos meses, o tempo de Ana, que veio da Itália grávida,
dar a luz ao filho caçula, Antonio. Em fins de 1896, início
de 1897, a convite da família de Angelo Giuseppe Bellato, cujo filho
Armindo já namorava Maria, filha primogênita de Alfonso e Ana,
foram para a vila de Ponte Alta de Campanha, hoje Município de Monsenhor
Paulo(MG), onde fixaram residência.
Em 20 de fevereiro de 1897 na capelinha de taipa existente na vila de Ponte
Alta, Padre Paulo Emílio Moinhos de Vilhena, celebrou o casamento de
Armindo Bellato e Maria Baldin, sendo testemunhas os senhores Antonio Salotti
e Jorge Nicolau.
Em Ponte Alta de Campanha, Alfonso adquiriu um pequeno sítio, vizinho
da Fazenda Três Córregos, de propriedade de um imigrante alemão.
Como a esposa deste fazendeiro não se acostumou com a vida na pequena
Ponte Alta, nem na fazenda, o alemão resolve vender a propriedade.
Vendo que a família de Alfonso Baldin era de pessoas trabalhadoras
e honestas, ofereceu-lhe a mesma.
Muito surpreso com a oferta, Alfonso, afirmou ao alemão que não
possuía dinheiro para comprar a fazenda. O alemão não
aceitou sua resposta diz a Alfonso: “ Não estou perguntando se
você tem dinheiro ou não.Vendo-lhe a fazenda com um prazo de
dois anos para você pagar. O café já está plantado
e vai produzir, em dois anos. Com o dinheiro da colheita do café, você
me paga”. E assim, Alfonso se vê proprietário da fazenda,
sem que houvesse necessidade de nenhum documento, tal era a confiança
que o alemão nele depositara. O mesmo aconteceu com a maioria dos imigrantes,
principalmente com os italianos, muito religiosos e cumpridores de seus deveres.
A palavra era tudo, o que se dizia se cumpria, e essa palavra valia como documento,
para comprar, registrar os filhos, casar, etc...
Quando se completaram os dois anos, o filho de Alfonso, Pietro Sante, foi
para Santos pagar a fazenda, levando o dinheiro em uma sacola de couro. A
família de Alfonso Baldin, muito contribuiu para o engrandecimento
da pequena Ponte Alta de Campanha. Colaborou na construção da
Igreja Matriz e mesmo uma banda de musica os Baldin fundaram, trazendo para
a cidade um maestro,
“João Negrinho”, contratado pelo filho
de Alfonso, Pietro Sante, que até seu aluguel pagava. Este compôs
um dobrado chamado
"Santos Baldin “ em homenagem a Pietro.
Dos numerosos descendentes de Alfonso, muitos já não moram mais
em Monsenhor Paulo, mas preservam suas raízes e têm muito carinho
por esta cidade.